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Ocorrências de casos humanos de infecção por Influenza A (H1N1)

 

I. Informações gerais
          

           Em 24 de abril de 2009, sexta-feira, a Organização Mundial da Saúde (OMS) notificou
aos países membros a ocorrência de casos humanos de Influenza A(H1N1) que vinham
ocorrendo, a partir de 18 de março, no México e nos Estados Unidos da América (EUA).
           Em 25 de abril, sábado, seguindo o Regulamento Sanitário Internacional (RSI 2005), a
OMS declarou este evento como Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional
(ESPII). Imediatamente, no mesmo dia, foi instituído o Gabinete Permanente de Emergência em
Saúde Pública (GPESP), no Centro de Informações Estratégicas e Respostas em Vigilância em
Saúde (CIEVS) da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (SVS/MS) para
monitorar a situação e indicar as medidas adequadas ao país. A partir de então este gabinete
realiza reuniões diárias.
           Atualmente esse gabinete é constituído por representantes do Ministério da Saúde, da
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), do Ministério da Agricultura, Pecuária e
Abastecimento (MAPA), do Ministério das Relações Exteriores (MRE) e do Gabinete de
Segurança Institucional da Presidência da República (GSI/PR).
           No dia 29 de abril de 2009, após a realização da terceira reunião do Comitê de
Emergência da OMS, conforme estabelecido no Regulamento Sanitário Internacional (RSI 2005),
a Diretora Geral da OMS, Dra. Margaret Chan, elevou o nível de alerta da Emergência de Saúde
Pública de Importância Internacional (ESPII) da fase 4 para fase 5. De acordo com a OMS, a fase
5 significa a ocorrência de disseminação do vírus entre humanos com infecção no nível
comunitário em pelo menos dois países de uma mesma região da OMS (neste caso Américas).
           Na declaração da Diretora Geral destacam-se os seguintes aspectos:
          • Medidas eficazes e indispensáveis incluem intensificação da vigilância, detecção
precoce, tratamento dos casos e controle das infecções em todos os serviços de
saúde.
          • Necessidade de que as empresas produtoras de medicamentos antivirais avaliem
suas capacidades e todas as opções para ampliar a produção, assim como, que os
fabricantes de vacina contribuam para a produção de uma vacina contra influenza
pandêmica.
Ministério da Saúde – Nota Técnica – Influenza A(H1N1) Página | 2
          • Recordando que todo o espectro clínico da doença pode se apresentar desde
quadros moderados até graves, é necessário continuar o acompanhamento da
evolução da situação.
          • Independente da situação atual, a comunidade internacional deve tratá-la como uma
oportunidade para aprimorar a sua capacidade na preparação e resposta às
emergências.
As recomendações temporárias anteriormente emitidas na 2ª Reunião de consulta do
Comitê de Emergência do RSI, realizada em 27 de abril de 2009, permanecem inalteradas.
Hoje, em 30 de abril de 2009, a OMS adotou como denominação oficial Influenza
A(H1N1) em substituição a denominação anterior de influenza suína.
O Ministério da Saúde reitera que todas as recomendações da OMS permanecem em
consonância com as medidas já adotadas em nosso país, em especial aquelas referentes, até o
momento, a aplicação do “Plano de preparação para enfrentamento da pandemia”, não restrição
às viagens internacionais e a orientação para procura de atendimento médico para os viajantes
procedentes das áreas afetadas que apresentem sintomatologia compatível com a Influenza
A(H1N1).
 

II. Sobre Influenza A(H1N1) em humanos
             A partir de 24 de abril, nas análises das amostras colhidas de casos de síndrome gripal
notificados pelos Governos do México e dos Estados Unidos da América foi identificado um novo
subtipo do vírus de Influenza A(H1N1), classificado como (A/CALIFORNIA/04/2009), que não
havia sido detectada previamente em humanos ou suínos.
             Este novo subtipo do vírus da Influenza A(H1N1) é transmitido de pessoa a pessoa,
principalmente por meio da tosse ou espirro e secreções respiratórias de pessoas infectadas.
Segundo dados do site do Governo do México (ver link no item VI), os sintomas podem iniciar no
período de 3 a 7 dias e a transmissão ocorre principalmente em locais fechados.
             Segundo a OMS, não há registro de transmissão deste novo subtipo da Influenza
A(H1N1) para pessoas por meio da ingestão de carne de porco e produtos derivados.


             B. Informações adicionais dos países afetados:
Estados Unidos da América: Sem descrição atualizada dos casos. Entre os casos
notificados ainda não há relato de contato com suínos.
             México: De 17 a 29 de abril, foram registrados casos suspeitos em todos os estados
mexicanos. A maioria está localizada no Distrito Federal, Guanajuato, Estado do México,
Aguascalientes, Queretaro e San Luis de Potosí. A maioria dos casos são adultos jovens
previamente sãos. Houve poucos casos em indivíduos menores de 3 anos e maiores de 59 anos.
Estão hospitalizados 933 casos suspeitos.
             Canadá: Todos os casos confirmados apresentam o mesmo vírus encontrado nos
Estados Unidos e México. Não se descarta transmissão autóctone, pois nem todos os casos
confirmados relatam viagem ao México.
             Espanha: Segundo informação do Ministério da Saúde desse país, em quase todos os
casos confirmados, exceto um na Cataluña, se trata de viajantes que recentemente estiveram no
México.
 

III. Definições de casos para investigação
    

     1.    Caso EM MONITORAMENTO
   

     Serão considerados casos em monitoramento aqueles:
            a. Procedentes de país(es) afetados, com febre não medida E tosse, podendo ou não
estar acompanhada dos demais sintomas referidos na definição de caso suspeito
OU
            b. Viajantes procedentes de voos internacionais, nos últimos 10 dias, de país(es) não
afetado(s) E apresentando os sintomas de acordo com definição de caso suspeito.
     2. Caso SUSPEITO
Apresentar febre alta de maneira repentina (> 38ºC) E tosse podendo estar acompanhadas
de algum dos seguintes sintomas: dor de cabeça, dores musculares e nas articulações,
dificuldade respiratória E
      

             - Ter apresentado sintomas até 10 dias após sair de países que reportaram
casos pela Influenza A(H1N1) OU
             - Ter tido contato próximo1, nos últimos 10 dias, com uma pessoa classificada
como caso suspeito de infecção humana pelo novo subtipo de Influenza
A(H1N1).
 

Observação:
1. Contato próximo: cuidar, conviver ou ter contato direto com secreções respiratórias ou fluidos
corporais de um caso suspeito.


Legenda:
1. Todo e qualquer caso notificado por autoridades sanitárias ao Ministério da Saúde. Estes casos estão
sendo monitorados para verificação se atendem a definição de Caso Suspeito.
2. Serão considerados casos em monitoramento aqueles:
         a. Procedentes de país(es) afetados, com febre não medida E tosse, podendo ou não estar
acompanhada dos demais sintomas referidos na definição de caso suspeito OU
         b. Viajantes procedentes de voos internacionais, nos últimos 10 dias, de país(es) não afetado(s) E
apresentando os sintomas de acordo com definição de caso suspeito.
3. Todos os casos que preenchem os critérios da definição de caso suspeito do Ministério da Saúde, não
estão incluídos dentre os casos em monitoramento.
4. Todos os casos confirmados laboratorialmente.
5. Todos os casos descartados por critérios clínicos e epidemiológicos e/ou laboratoriais.
 

V. Medidas e recomendações do Ministério da Saúde do Brasil
        

            1. Informações gerais
         

          _O Ministério da Saúde informa que, até o momento, não há circulação do novo
subtipo do vírus da Influenza A(H1N1) no Brasil.
          _ Não existe vacina contra esse novo subtipo de vírus de Influenza A(H1N1),
responsável por essa ESPII.
          _ O país conta com uma rede de vigilância para monitorar a circulação das cepas de
vírus respiratórios, além de um plano de preparação para o enfrentamento de uma
possível pandemia de influenza (ver item VI).

          _ O país possui 19 Centros de Informações Estratégicas e Resposta em Vigilância em
Saúde (Rede CIEVS) em atividade para apoiar os serviços de vigilância em saúde e
unidades de atenção no enfrentamento de emergências em Saúde Publica.
          _ Todas as Secretarias Estaduais de Saúde foram acionadas para intensificar o
processo de monitoramento e detecção oportuna de casos suspeitos de doenças
respiratórias agudas. Essas medidas estão previstas no “Plano de preparação para
enfrentamento da pandemia”, o qual estabelece as atribuições dos Estados,
Municípios, outros órgãos e hospitais de referência.
          _ A SVS/MS tem sido notificada pelas Secretarias de Saúde dos Estados, sobre a
identificação de viajantes procedentes das áreas afetadas que apresentam
sintomatologia clínica sugestiva de quadro infeccioso. Todos os viajantes com essa
sintomatologia são encaminhados aos hospitais de referência para avaliação médica
e verificar se os mesmos são casos suspeitos.
          _ Somente serão considerados como Casos Suspeitos, aqueles pacientes que
atenderem a definição de caso constante no item III acima.
          _ Durante o vôo, todos os passageiros que desembarcam no Brasil devem preencher,
obrigatoriamente, a Declaração de Bagagem Acompanhada (DBA), este documento
é retido pela ANVISA e atua como fonte de informações para eventual busca de
contatos se for detectado caso suspeito na mesma aeronave.
          _ Todas as providências estão sendo adotadas para que as tripulações das aeronaves
orientem os passageiros, ainda durante o vôo, sobre sinais e sintomas da Influenza
A(H1N1). Adicionalmente, a tripulação solicitará que passageiros com esses
sintomas se identifiquem à tripulação.
          _ Ao desembarcar, de qualquer vôo internacional, todos os viajantes, receberão folder
educativo com informações, em português, inglês e espanhol, sobre os sinais e
sintomas, medidas de proteção e higiene e orientações para procurar assistência
médica. Complementarmente, a Infraero veiculará, nesses aeroportos, informe
sonoro. Estas ações estão sendo estendidas para todos os aeroportos brasileiros.
         _ Até o momento, não há registro de circulação deste novo subtipo de Influenza
A(H1N1) entre os animais, inclusive nas áreas afetadas.
         _ O consumo de carne suína e produtos derivados não representa risco à saúde
humana.
         _ Foram recomendadas pela ANVISA e Secretaria Especial de Portos da Presidência
da Republica, medidas especificas para vigilância e controle em portos brasileiros.
         _ Atualizações sobre a ESPII serão divulgadas diariamente nos sites oficiais (ver item
VI).

          
2. Recomendações:
 

           Com base nas informações oficiais da OMS e dos Governos das áreas afetadas, o
Ministério da Saúde recomenda:
          

          a) Aos viajantes que se destinam às áreas afetadas:
 

           • Usar máscaras cirúrgicas descartáveis, durante toda a permanência nas áreas
afetadas. Substituir sempre que necessário.
           • Ao tossir ou espirrar, cobrir o nariz e a boca com um lenço, preferencialmente
descartável.
           • Evitar locais com aglomeração de pessoas.
           • Evitar o contato direto com pessoas doentes.
           • Não compartilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal.
           • Evitar tocar olhos, nariz ou boca.
           • Lavar as mãos freqüentemente com sabão e água, especialmente depois de tossir
ou espirrar.
           • Em caso de adoecimento, procurar assistência médica e informar história de contato
com doentes e roteiro de viagens recentes a esses países.
           • Não usar medicamentos sem orientação médica.
 

           Atenção! Todos os viajantes devem ficar atentos também às medidas preventivas
recomendadas pelas autoridades nacionais das áreas afetadas (ver item VI).
 

           b) Aos viajantes que procedam das áreas afetadas
Viajantes procedentes das áreas afetadas pela Influenza A(H1N1) que apresentarem,
até 10 dias após sair dessas áreas, febre alta de maneira repentina (> 38ºC) e tosse podendo
estar acompanhadas de algum dos seguintes sintomas: dor de cabeça, dores musculares e nas
articulações, dificuldade respiratória, devem:
           • Procurar assistência médica na unidade de saúde mais próxima.
           • Informar ao profissional de saúde o seu roteiro de viagem.
          

           Observação: São áreas afetadas os locais com casos confirmados e divulgados pela
OMS ou Governos dos países afetados (ver item II acima).

           c) Aos serviços de saúde:
 

           1. Procedimentos em relação aos casos Suspeitos
         

            • Uma vez atendida a definição de caso encaminhar para o hospital de referência
(veja link abaixo) para manejo clínico e coleta de amostra, conforme estabelecido no
“Plano de preparação para enfrentamento da pandemia”.
           • Notificar imediatamente os casos suspeitos (conforme Portaria SVS/MS -
No.05/2006) à Secretaria de Saúde Municipal e/ou Estadual ou pelo e-mail:
notifica@saude.gov.br ou site da Secretaria de Vigilância em Saúde (ver item VI).
           • Realizar busca ativa de contatos dos casos suspeitos que atendem a definição
constante no item III acima.
           • Intensificar as ações de vigilância conforme preconizado no “Plano de preparação
para enfrentamento da pandemia” (veja item VI).
         

            2. Procedimentos em relação aos casos em monitoramento
          

           • Notificar imediatamente os casos em monitoramento à Secretaria de Saúde
Municipal e/ou Estadual ou pelo e-mail: notifica@saude.gov.br ou site da Secretaria
de Vigilância em Saúde (ver item VI).
           • Coletar amostras de sangue e secreção respiratória, se disponível, segundo
protocolo de investigação epidemiológica.
           • Não está recomendada a internação hospitalar nem tratamento específico contra a
Influenza A(H1N1).
           • Adotar quarentena domiciliar voluntária e:
            

              o Utilizar máscara cirúrgica descartável.
              o Não compartilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal.
              o Evitar tocar olhos, nariz ou boca.
              o Lavar as mãos freqüentemente com sabão e água, especialmente depois de
tossir ou espirrar.
              o Manter o ambiente ventilado
              o Evitar contato próximo com pessoas.
           • Adotar monitoramento clínico diário até o 10º dia do início dos sintomas, conforme
protocolo de investigação epidemiológica. Até esse período:
              o Caso apresente os sintomas de acordo com a definição de caso suspeito
considerar como caso suspeito.
              o Caso não apresente os sintomas de acordo com a definição de caso suspeito
ou tiver outro diagnóstico, considerar descartado.

         
d) Às Secretarias Estaduais de Saúde (SES)
 

          • Manter os Hospitais de Referência para Influenza, que foram informados pelas SES
ao Ministério da Saúde como tal, prontos e equipados para assistência aos casos.
          • Designar inicialmente uma ambulância do SAMU ou outra ambulância para
transporte de pacientes.
          • Os dois tópicos acima devem obedecer rigorosamente os critérios de biossegurança
        

          e) Aos portos, aeroportos e fronteiras (PAF):
Recomendações adicionais para portos, aeroportos e fronteiras estão disponíveis no
site da ANVISA (Ver link abaixo)
          • Intensificar a vigilância de casos suspeitos em vôos provenientes das áreas
afetadas, com abordagem dos viajantes procedentes das áreas afetadas.
          • Solicitar a Declaração de Bagagem Acompanhada (DBA), parte relativa à
informação dos viajantes, de todos os viajantes de vôos provenientes das áreas
afetadas.
          • Aplicar o fluxo de informação constante no plano específico para Portos e
Aeroportos.
          • Emitir o Termo de Controle Sanitário de Viajantes (TCSV) diante da identificação de
viajantes procedentes das áreas afetadas que apresentam sintomatologia clínica
sugestiva de quadro infeccioso, atentando para o envio imediato de cópias para o
notifica@saude.gov.br e notifica.ggpaf@anvisa.gov.br.
          • Para todos os voos internacionais: toda a linha de frente da Anvisa, Receita
Federal, Polícia Federal, Vigiagro ou operadores da área restrita do desembarque,
que tenham contato próximo1 com os viajantes, devem usar: máscara cirúrgica
descartável e realizar freqüente higienização das mãos.
          • Para todos os voos com identificação de viajante que se enquadre na
definição de caso suspeito (Ver Item III, 2): toda a linha de frente da Anvisa,
Receita Federal, Polícia Federal, Vigiagro ou operadores da área restrita do
desembarque, que tenham contato próximo1 com os viajantes, devem utilizar os
seguintes Equipamentos de Proteção Individual (EPI): máscara (padrão N95 ou
PFF2), óculos de proteção, luvas de procedimento e avental, seguindo as
recomendações de uso do fabricante.
 

Observação:
1. Contato próximo: cuidar, conviver ou ter contato direto com secreções respiratórias ou fluidos
corporais de um caso suspeito.
 

VI. Outras informações:

Disque Saúde: 0800-61-1997

Sites oficiais:

Nacionais

- Ministério da Saúde:

www.saude.gov.br

- Secretaria de Vigilância em Saúde:

www.saude.gov.br/svs

- ANVISA:

www.anvisa.gov.br

- Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento:

www.agricultura.gov.br

Endereços com informações específicas:

- Portal com informações sobre influenza do Ministério da Saúde

http://portal.saude.gov.br/portal/saude/profissional/area.cfm?id_area=1534

- Informações aos viajantes na ANVISA:

http://www.anvisa.gov.br/viajante

- Plano de Preparação para o Enfrentamento da pandemia de influenza:

http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/plano_flu_final.pdf

Internacionais

- Organização Mundial da Saúde (em inglês)

http://www.who.int/csr/disease/swineflu/en/index.html

- Organização Pan-americana de Saúde (em espanhol)

http://new.paho.org/hq/index.php?lang=es

- Governo dos Estados Unidos da América (em inglês)

http://www.cdc.gov/swineflu/?s_cid=swineFlu_outbreak_001

- Governo dos México (em espanhol)

http://portal.salud.gob.mx/

- Governo do Canadá (em inglês)

http://www.hc-sc.gc.ca/index-eng.php

- União Européia (em inglês)

http://ecdc.europa.eu/

- Reino Unido (em inglês)

http://www.dh.gov.uk/en/index.htm

- Espanha (em espanhol)

http://www.msc.es/

- Reino Unido

http://www.dh.gov.uk/en/index.htm

- Israel

http://www.health.gov.il/english/

- Holanda

http://www.minvws.nl/en/

- Suíça

http://www.globalhand.org/home

- Áustria

http://www.bag.admin.ch/index.html?lang=en

- Alemanha

http://www.rki.de/cln_109/DE/Content/InfAZ/I/Influenza/IPV/IPV__Node.html?__nnn=true